
Eu sou pai de dois terriveis pestinhas. A mãe foi minha escrava, e o que aconteceu, foi o BDSM ser relegado para segundo plano, em detrimento do que era mais importante. A verdade era não haver tanto espirito para sessões, pois os pensamentos estavam muito mais focados nas crianças. Mas quando as havia era necessário ter cuidado com gritos, com sons de dor com gestos que pudessem levar a criança a pensar em agressão. De facto tudo isso era guardado para os fins de semana em que as crianças iam passar a noite com a avó.Durante a semana limitavamo-nos a uns jogos de humilhação, ou então faziam-se as coisas como se tratase de estar em publico. As vezes dificil devo confessar, de manter a esse nivel 8) Senti-me de facto preterido em relação aos meus filhos e com ciumes deles, considerei-me imaturo e fiquei envergonhado por tal acontecer. A mãe até então sempre focada só em mim passava a ter mais em que pensar, e tinha uma relação muito especial com cada um deles. Basta pensar numa imagem de uma mãe a amamentar para perceber o "circuito fechado" em que estão. A um homem compete mais nessa altura fazer com que isso funcione na perfeição, ou tão perto dela quanto possivel. Paradoxalmente sentia-me mais Dono, e com mais poder. Tinha uma escrava que tinha uma função: cuidar dos meus filhos. E tinha nessa escrava uma mulher que admirava por o fazer de modo que eu nunca conseguiria (ui a paciancia dela!) e que no intervalo ainda arranjava tempo para se me entregar em actividades mais a meu gosto :twisted: e assim equilibrar a sensação de "posto de lado" trazida pelo(s) bebes.Com o segundo foi mais facil. Devo admitir que foi so com ele que aprendi a mudar fraldas, dar de biberon e coisas assim.
Hoje em dia tenho algumas saudades desse tempo, em que cresci e alcancei a maturidade como homem.Não me acredito que uma relação BDSM acabe por haver filhos, amadurece isso sim, se for de facto uma relação com pernas para andar. Os filhos veem como complemento de um estado alcançado de cumplicidade e de objectivos de vida, e não são um entrave.Um casal BDSM, ao ter filhos, não está a pensar no dia de hoje ou no de amanha, mas a tomar uma decisão para a vida toda.O BDSM tem tempo e tem espaço nessa relação. Claro que inicialmente as coisas tendem para o lado dos filhos, mas depois equilibra. Pois uma relação assim não é para ser medida em um ano ou dois, mas sim em termos de uma longevidade que ultrapasse o momento apenas.
Hoje em dia tenho algumas saudades desse tempo, em que cresci e alcancei a maturidade como homem.Não me acredito que uma relação BDSM acabe por haver filhos, amadurece isso sim, se for de facto uma relação com pernas para andar. Os filhos veem como complemento de um estado alcançado de cumplicidade e de objectivos de vida, e não são um entrave.Um casal BDSM, ao ter filhos, não está a pensar no dia de hoje ou no de amanha, mas a tomar uma decisão para a vida toda.O BDSM tem tempo e tem espaço nessa relação. Claro que inicialmente as coisas tendem para o lado dos filhos, mas depois equilibra. Pois uma relação assim não é para ser medida em um ano ou dois, mas sim em termos de uma longevidade que ultrapasse o momento apenas.

5 comentários:
Não tenho filhos, nem independência financeira para adoptar uma criança... e aos 44 anos, já não devo vir a ter.
É o maior desgosto da minha vida!
Se o meu filho tivesse aguentado o stress, este mes faria um ano, mas morreu antes de nascer, espontaneamente - e se calhar ele é que estava certo...
No entanto, conheço imensa gente com filhos e que pratica BDSM; passe a comparação - mas tenho um cão e também é preciso adaptar os rituais à presença dele - ou seja, com imaginação e boa-vontade tudo se consegue, adptando a realidade ao que nos rodeia...
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Já me imagina daqui a uns anitos assim, putos para a Avó ao fim de semana etc...
Meu amigo João... parabéns pelo depoimento. Magnífico.
Estou aqui batendo palmas para você, meu amigo.
Abraço forte!
Olá, vim no seu blog por indicação do Sir Lucyus da comunidade Ghostwish, este artigo particularmente tocou em um assunto alvo de discussões no meio BDSM, parabéns pela forma como expôs as suas idéias.
E com sua permissão, eu gostaria de publicar este mesmo artigo no meu blog, com os devidos créditos logicamente!
Obrigado pelos elogios de uma realidade que nem sempre é facil de viver.
Sarah Kelly, esteja avontade para copiar
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